Entre os dias 23 de agosto e 9 de dezembro, o Espaço Cultural Porto Seguro recebe a mostra Bob Wolfenson: Retratos, que tem entrada gratuita. Uma das referências nacionais como retratista, fotógrafo de nus e de moda, Bob transita com a mesma destreza entre a publicidade e a arte. Ao longo de seus quase 50 anos de carreira, é responsável por alguns dos retratos mais marcantes da iconografia brasileira recente.
Com curadoria de Rodrigo Villela, a exposição apresenta ao público diferentes aspectos de uma atividade profissional intensa e convida a um singular passeio pelos costumes e protagonistas das últimas décadas de nossa história.
A mostra abarca e funde diferentes núcleos: há espaço, por exemplo, para personalidades da cultura, do esporte, da política e da moda, com fotos produzidas para editoriais ou por iniciativa do fotógrafo. Entre os retratados, nomes como Hélio Oiticica, Fernanda Montenegro, Caetano Veloso, Tais Araújo, Marília Gabriela, Lázaro Ramos, Camila Pitanga, Anitta, Ludmila, Laerte, Zé Celso, Lula, Fernando Henrique Cardoso, Paulo Maluf, Luiza Erundina, Eduardo Suplicy, Pelé, Ronaldo e muitos outros.
Para além dos retratos, que se definem pelo consentimento entre as partes, a mostra traz também um conjunto de fotografias de um lado menos divulgado do fotógrafo: sua atividade de “paparazzo”. São relances de figuras encontradas por acaso e que ele não poderia deixar passar, a exemplo de Charles Chaplin, Sophia Loren e Yoko Ono.
Esta data visa homenagear o profissional responsável por planejar programas de alimentação para as pessoas, além de preparar dietas específicas para ajudar a melhorar a qualidade de vida e saúde dos seus pacientes.
Os nutricionistas podem atuar nos mais diversos segmentos do mercado, desde em hospitais, escolas, ginásios esportivos, clínicas particulares e etc.
Aliás, o trabalho do nutricionista é fundamental para o sucesso do desempenho dos atletas.
O profissional de nutrição adquire uma importância maior a cada dia, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a estética, a saúde e o bem-estar do corpo, e principalmente as mulheres, estão sempre em busca da melhor forma física.
Origem do Dia do Nutricionista
O Dia do Nutricionista é comemorado nesta data em homenagem a criação da Associação Brasileira de Nutricionistas (ABN), fundada em 31 de agosto de 1949. Posteriormente, a ABN foi substituída pela Federação Brasileira de Nutricionista e, depois, pela Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).
Dados da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) mostram que as contratações de seguros com coberturas para riscos pessoais (seguro de vida, seguro de acidentes pessoais, prestamista, entre outras modalidades) somaram R$ 19,94 bilhões no primeiro semestre deste ano, valor 8,55% superior aos R$ 18,37 bilhões registrados de janeiro a junho de 2017. A Fenaprevi 67 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país.
Na análise por modalidade de produto, o seguro de vida tem a maior carteira do mercado de seguros de pessoas e esteve entre as coberturas mais contratadas. No primeiro semestre, o volume de contratações cresceu 9,00% e os prêmios totalizaram R$ 7,20 bilhões.
Os indicadores da federação também mostram que os seguros coletivos, oferecidos em forma de benefício aos colaboradores de empresas e participantes de sindicatos e associações, segundo a federação, responderam por 77,00% dos contratos. Já os seguros individuais, contratados por pessoa física, representaram 23,00%.
Os dados do balanço da FenaPrevi também mostram que no primeiro semestre de 2018 as indenizações totalizaram R$ 4,35 bilhões, valor maior que os R$ 4,27 bilhões de janeiro a maior de 2017.
Outros ramos também apresentaram alta expressiva no período com evolução acima de dois dígitos na comparação com o mesmo período do ano passado. Um dos destaques foi o seguro prestamista que cobre o pagamento de prestações do titular da apólice em caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego. O seguro de proteção financeira obteve crescimento de 23,74% no volume de contratações de coberturas para proteção do crédito e o total de prêmios foi de R$ 5,49 bilhões.
O seguro auxilio funeral também esteve entre os seguros mais procurados pelos brasileiros no período. As contratações das coberturas foram 11,03% superiores e os prêmios foram de R$ 304,61 milhões. No mesmo período em 2017, os prêmios deste produto que proporciona uma renda para custear altas despesas decorrentes de algum problema grave de saúde, foram de R$ 274,35 milhões.
A preocupação dos brasileiros quanto às despesas inesperadas com saúde também refletiu no desempenho dos seguros com coberturas para custear gastos com doenças graves. As contratações foram 12,55% superior e os prêmios de R$ 417,84 milhões, contra os R$ 371,26 milhões do ano anterior.
Você sabia que o seguro obrigatório de trânsito não é apenas uma realidade brasileira? Nesse post, reunimos características de alguns dos principais seguros obrigatórios de trânsito espalhados pelos cinco continentes. Vem com a gente para ver que existe um mundo além do Seguro DPVAT! Vamos lá!
Ásia
Na Indonésia, por exemplo, assim como o Seguro DPVAT, o seguro obrigatório também é condição indispensável para o processo de licenciamento dos veículos. A diferença está no tipo de cobertura que, na Indonésia, além de prever indenizações em caso de danos pessoais, também inclui danos materiais. Na Rússia, a realidade não muda muito. Conhecido pela sigla “OSAGO” (ОСАГО), ele é de responsabilidade civil e também indeniza em caso de danos pessoais ou materiais. Bem interessante, não é?
América
Falar da América é falar de um continente repleto de países e de particularidades, pessoal. Por isso, queremos começar falando sobre o que está lá no topo do mapa: o Canadá. Por lá, o seguro também é estabelecido por Lei e leva o nome de “auto insurance“.
Esse seguro cobre o proprietário e os eventuais passageiros, pedestres e seus bens materiais em caso de acidentes de trânsito e suas regras são bastante rígidas: ao dirigir um carro sem o seguro, você corre o risco de ter sua carteira suspensa, o veículo apreendido e levar uma multa alta.
Já na América do Sul, além do Seguro DPVAT, também há opções obrigatórias no Peru, Colômbia e Chile, por exemplo, que, assim como o irmão brasileiro, cobrem os danos pessoais, como morte, invalidez permanente e despesas médico-hospitalares em decorrência de um acidente de trânsito.
Na América do Sul também é possível encontrar o “Carta Verde”, seguro obrigatório para automóveis registrados em seus países de origem que estejam em viagem internacional pelo Mercosul. Muitas vezes confundido com o DPVAT, ele tem como característica o fato de cobrir danos pessoais e materiais causados a terceiros que não estejam sendo transportados pelo veículo segurado.
Europa
Ao registrar um carro em qualquer um dos 28 países integrantes da União Europeia, é necessário fazer um seguro que garante cobertura em caso de acidente que cause danos materiais ou físicos a qualquer pessoa que não seja o condutor do veículo. Em caso de despesas tradicionalmente não cobertas por esse seguro, como os danos materiais, é possível contratar o chamado “seguro adicional facultativo”, que alarga a sua cobertura contra todos os riscos, como furto e roubo e atos de vandalismo. Você sabia disso? ?
África
Os seguros de trânsito também são uma realidade na África e separamos os exemplos da Nigéria e da África do Sul. Na Nigéria, o seguro é obrigatório e possui duas coberturas: terceiros ou responsabilidade civil. Enquanto a cobertura para terceiros no país tem como característica o pagamento de indenizações para mortes e lesões corporais para todos os envolvidos nos acidentes, com exceção dos motoristas, o seguro de responsabilidade civil garante a proteção do motorista bem como de itens pessoais.
Já na África do Sul, parte do valor pago ao Governo pelo combustível vai diretamente para o “Road Accident Fund” (em tradução livre: “Fundo de Acidentes Rodoviários”), que somente compensa terceiros em acidentes.
Oceania
Quando falamos desse continente, o primeiro país a vir na nossa mente é a Austrália, não é mesmo? E é justamente dela que vamos falar. No país dos cangurus, o Seguro Obrigatório, conhecido como “Compulsory Third Party (CTP) ”, está diretamente ligado ao registro de um veículo e abrange morte ou lesão às pessoas causadas por culpa do proprietário do veículo ou motorista.
Como você pôde ver, o Seguro DPVAT não é o único seguro obrigatório em relação ao trânsito no mundo. Recentemente, a Seguradora Líder, administradora do Seguro DPVAT no país, com o apoio de uma consultoria internacional, estudou alguns dos modelos de seguros que você viu aqui em cima com o intuito de aprimorar esse importante benefício social.
Recentemente, foi aprovado pela Comissão de Meio Ambiente (CMA), do Senado Federal, em decisão unânime, o projeto de lei PLS 767/2015, que pode tornar obrigatório a contratação do seguro ambiental.
Esse é um movimento importante e polêmico. De um lado poderá movimentar de alguma forma o mercado securitário, fomentando a demanda por um seguro que cresce a cada dia e vem tomando maior importância dentro das estratégias operacionais das empresas. Entretanto, por outro lado, a simples obrigatoriedade de contratação de um seguro não significa que isto será feito da forma adequada, de modo que venham realmente cumprir sua finalidade, a de proteger as empresas contra eventuais riscos a que estão expostas.
O seguro ambiental está longe de ser um seguro de “prateleira”. Desta forma, durante o processo de contratação de uma apólice, uma análise técnica e minuciosa é realizada. Apesar da boa capacidade e conhecimento do mercado de seguros que opera com essa modalidade, o número de seguradoras ainda é de certa forma limitado, o que poderá gerar um “gargalo” na disponibilização de cotações face ao aumento na demanda.
O crescimento da demanda em um cenário de capacidade reduzida de atendimento pelo mercado segurador poderá gerar também, em um primeiro momento, uma pressão pelo aumento do custo deste seguro, ainda mais com o peso da obrigatoriedade. Porém, a massificação que ocorrerá deverá, em um médio prazo, trazer novas companhias e eventualmente aliviar a pressão de custo.
Partindo dessa premissa, companhias que se anteciparem a esse movimento, além de protegidas pela apólice em questão contra eventuais incidentes, certamente atravessarão esta fase inicial de uma possível obrigatoriedade deste seguro de forma mais estável e com seus custos mais controlados por já terem uma base de precificação de seu risco estabelecida com as seguradoras que operam com esta modalidade.
A Aon conta com uma vasta experiência no setor. Certamente, a nossa expertise pode contribuir com mais informações a respeito do Seguro para Riscos Ambientais, Projeto de Lei PLS 765/2015 e o mercado segurador como um todo.
De janeiro a julho de 2018, 377 seguros foram pagos no estado, sendo que, desse total, 252 envolveram motocicletas.
ais de 66,8% das indenizações pagas no Amapá pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (DPVAT), de janeiro a julho deste ano, envolveram acidentes de motocicletas. Os dados são da seguradora responsável pela administração do seguro obrigatório.
Vítimas de acidentes de trânsito, sejam condutores, passageiros ou pedestres têm direito à indenização em caso de morte (familiares recebem) e invalidez, além de reembolso das despesas médicas e hospitalares. De janeiro a julho foram pagos 377 seguros no estado, sendo que, desse total, 252 envolveram acidentes de motos.
Na maioria dos casos, segundo dados, as vítimas ficaram inválidas permanentemente. Em 80 casos, o pagamento foi por reembolso de Despesas de Assistência Médica e suplementares (Dams), e 45 famílias receberam seguro por morte.
Desempregado por causa de acidente causado por moto, Dumiran Cardoso faz parte dessa estatística. Ele conta que foi vítima da imprudência no trânsito.
“Ia andando na rua e o cara, simplesmente bêbado, me atropelou. A recuperação tá difícil, é dolorido demais. Mas devagar a gente chega lá, falou.
Cardoso é um dos pacientes que recebe tratamento gratuito no setor de traumatologia do Centro de Reabilitação do Amapá (Creap), onde o número de acidentados por moto também é maioria.
“Para se ter uma ideia, tivemos, até agosto de 2018, 180 pacientes no setor de traumatologia vítimas de acidente de trânsito. A cada 10 pacientes que entram aqui por acidente de trânsito, 7 são causados por moto. Desse total [de 180], 60% são homens e 40% são mulheres, na faixa etária entre 18 e 60 anos”, informou o coordenador técnico do Creap, Mário Coimbra.
Nos sete estados da Região Norte do país, o Seguro DPVAT pagou o total de 20.128 indenizações. O Pará liderou esse índice, depois veio Rondônia, Tocantins, Amazonas, Roraima, Acre e, por último, o Amapá. Veja o número de indenizações por estado.
Imagina acordar de madrugada e se deparar com um vazamento no banheiro, querer tomar um banho no fim do dia e o chuveiro queimado e, sem falar naquele dia em que você só não esquece a cabeça porque está grudada, e vai precisar de um chaveiro para conseguir entrar em casa. Pois é, nessas e em outras situações, você pode contar com os serviços de Assistência 24 horas do seguro Residencial.
Se você ainda não conhece, selecionamos aqui quatro exemplos de serviços de assistência 24 horas que podem garantir seu bem-estar e de todos que moram em sua casa.
Chaveiro – Inclusive com troca de segredo de fechadura – Essa cobertura está em todos os planos de cobertura do Seguro Residencial. O serviço está disponível 24 horas e conta com a mão-de-obra para o reparo emergencial ou abertura da porta de acesso ao interior da Residência Segurada.
Reparos Elétricos – Inclusive Chuveiros e Torneiras Elétricas (Não Blindados). Se um raio ou sobrecarga de energia danificar a parte elétrica da sua residência, este serviço vai reparar de forma emergencial tomadas queimadas, disjuntores e fusíveis.
Reparos Hidráulicos – (Contenção de Vazamento). Aquele pinga pinga da torneira que incomoda e te faz lembrar do desperdício de água é resolvido rapidinho.
Guarda de Móveis: Transporte e Guarda – Essa assistência está disponível nos planos Proteção Extra e Máxima. Essa cobertura é para ser utilizada quando houver um sinistro e for notada a impossibilidade de habitação da residência segurada. Nessa assistência, a Sompo se encarregará do frete da mudança até a nova moradia provisória (ou da guarda dos objetos e bens que não possam ser transferidos ou que não possam permanecer no local de risco).
É imprescindível dirigir com o carro devidamente segurado. O Brasil registrou a média de um roubo ou furto de veículo por minuto em 2017, segundo o anuário divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Por mais que seja uma prática rotineira, contratar ou renovar o seguro ainda gera muitas dúvidas sobre quais fatores definem os valores pagos. Com a missão de descomplicar e dar mais autonomia aos motoristas no gerenciamento do contrato, a OnMe explica em detalhes como as seguradoras calculam o custo total do serviço.
Pode não parecer, mas a atualização do perfil, a revisão das coberturas contratadas e a renovação com antecedência são alguns dos principais pontos que influenciam no valor do contrato, segundo Marcela Zago, diretora da plataforma. Apesar de apenas 12 em cada 100 pessoas acionarem o seguro ao longo do ano, o cálculo da cotação avalia o grau de risco. O valor da franquia contratado, que é opção do cliente, também é outro fator importante.
“Alteração no CEP de pernoite do carro, se o local possui garagem ou não, a frequência de uso, assim como a inclusão de filho recém-habilitado que possa compartilhar a direção, têm impacto direto, pois podem representar periculosidade maior ou não e também são essenciais para garantir a cobertura em eventual sinistro”, diz a executiva.
O valor do seguro é composto pelas denominadas coberturas de risco, que são parcelas previstas para cobrir colisões, roubos ou furtos e danos a terceiros. “O que muitos não sabem é que mais de 50% da apólice paga é para custos de colisões e esse valor pode variar de acordo com o carro, frequência de uso e a região. Em São José do Rio Preto, por exemplo, o custo é composto, em média, 10% para roubos ou furtos, 20% para danos a terceiros e assistências, 70% para colisões. Já em São Paulo, a proporção é de 40%, 20% e 40%”, explica Marcela. Por isso, é importante verificar se as contratações estão adequadas ao perfil do motorista.
O bônus ajuda a amortecer os valores, pois gera um desconto progressivo oferecido pelas seguradoras para aqueles que renovarem sem ter sofrido nenhum sinistro na vigência anterior. Com pontuação de zero a dez, eles são definidos em classes que avaliam o registro de sinistros durante o período de permanência. Se o seguro não foi acionado, os pontos acumulam e podem garantir algum abatimento no ano seguinte. Porém, caso seja solicitada alguma cobertura de risco, deixa-se de pontuar. Vale destacar que acionar serviços como assistência 24h ou reparo de vidros não influencia na classe de bônus.
Recomenda-se não esperar o vencimento da apólice para renová-la, pois, além de correr o risco de eventuais contratempos como sinistros ou colisões, após o final da vigência, perde-se a classe de bônus adquirida de acordo com o tempo de atraso. Apesar de não existir cobrança adicional, é necessário realizar novamente a vistoria do automóvel, pois é considerada uma nova contratação.
Com mais concorrência e novas tecnologias, seguradoras driblam as dificuldades da economia e conquistam novos clientes
Nos últimos anos, ter um seguro de automóvel se tornou quase um item de primeira necessidade nas grandes cidades brasileiras. Além do aumento generalizado de roubos e furtos, a expansão da frota de veículos mais novos — e, obviamente, mais caros — levou muitas pessoas a dar maior atenção à necessidade de proteger o patrimônio de eventuais prejuízos.
Não por acaso, o mercado de seguros no Brasil cresceu 7,5% no primeiro semestre desse ano na comparação com o mesmo período de 2017, segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg). Ao longo de todo o ano de 2017, a receita da indústria brasileira dos seguros superou a casa de R$ 38 bilhões. O presidente da entidade, Eduardo Dal Ri, atribui o avanço do setor a fatores como o aumento da concorrência e o barateamento dos custos para os clientes.
“O mercado segurador vive um momento de recuperação e de otimismo, motivado pela confiança no reaquecimento gradual da economia”, afirma o executivo, que também é vice-presidente das divisões de Automóvel e Massificados da SulAmérica Seguros. “Essa confiança é ainda mais nítida no segmento de automóveis. No ano passado, as apólices de automóveis geraram R$ 21,4 bilhões em pagamento de indenizações e benefícios.”
Um fator que também impulsiona o mercado brasileiro de seguro de automóveis é a forte recuperação da indústria automobilística, que neste ano está crescendo, mês após mês, a um ritmo de 20% em relação às vendas de 2017. Além disso, mesmo com a recessão nos últimos anos, o Brasil mantém um papel de destaque no mercado automobilístico internacional, ficando em 9º lugar no ranking dos maiores fabricantes de veículos, com mais de 2 milhões de unidades por ano.
“Não é de hoje que o Brasil é um dos mercados mais cobiçados pelas seguradoras do mundo todo, tanto pelo potencial de crescimento para os próximos anos quanto pelas possibilidades de diversificação”, disse o CEO da seguradora italiana Generali, Antonio Cassio dos Santos, responsável pelas Américas e mercados do Sul da Europa, que abrange Grécia, Portugal e Turquia.
O mercado de seguros vive, no entanto, realidades distintas no país — e ainda é algo caro para boa parte da população. Um levantamento realizado pela Tex Tecnologia, plataforma de cálculo para corretoras de seguros, mostra que o brasileiro paga anualmente, em média, R$ 3.587 por um seguro de automóvel. Considerando que a renda média não chega a R$ 1,2 mil, é fácil entender porque apenas 20% dos automóveis da frota circulante estão protegidos.
A depender do Estado, o seguro pode custar até três vezes. Roraima é o local que, a julgar pelo preço cobrado, mais preocupa as empresas do setor. Lá, o valor médio anual das apólices é de R$ 8.720. “O valor do seguro, seja qual for ele, é diretamente proporcional ao risco de perdas das seguradoras”, afirma o economista Carlo Meneghetti, especialista em análise de riscos e seguros. “Estados que fazem fronteiras com outros países, como é o caso de Roraima, costumam ter custos maiores pela facilidade de tirar o veículo do alcance das autoridades brasileiras”, acrescenta.
No outro extremo, o Estado brasileiro com seguro mais barato é Santa Catarina, com média de R$ 2.932. Ainda segundo a Tex, o caos na segurança pública do Rio de Janeiro, apesar da intervenção do Exército, elevou em 28% os custos dos seguros neste ano, com média de R$ 4.187 ao ano, mais do que a média paga pelos paulistas: R$ 3.273.
O Norte possui os seguros mais caros do País. Os sete estados da região se encontram entre os 12 que têm o seguro mais pesado para o bolso do cliente. Já no Nordeste, Pernambuco e Rio Grande do Norte são os estados que se destacam por terem o seguro mais barato, no valor de R$ 3.194 e R$ 3.074, respectivamente. “São vários os fatores que impactam na formação da média de cada Estado, entre eles o número de veículos segurados e o perfil dos modelos mais procurados. Entretanto, os índices de violência, que refletem no número de sinistros, acabam sendo o fator mais importante na definição do prêmio”, diz Emir Zanatto, diretor de operações da Tex. “Isso explica, por exemplo, porque o seguro é mais caro no Rio de Janeiro do que em São Paulo.”
Diversificação
No embalo do crescimento do setor surgem as chamadas insurtechs, que são resultado da junção das palavras insurance (seguro) e technology (tecnologia). Assim como as fintechs, as agtechs e tantas outras startups disrruptivas, essas empresas surgiram com o propósito de revolucionar o setor.
É o caso de companhias como Tex, Iq Seguro Auto, Bidu, Youse, Minuto Seguros e ThinkSeg. As insurtechs “falam” a mesma língua dos consumidores e suprem as suas novas exigências. A principal promessa dessas startups é que, com mais agilidade e menos burocracia, sejam garantidas, em pouco seguros, as entregas de propostas de um bom seguro de automóvel.
Além das insurtechs, o setor vive uma disputa acirrada entre as empresas de monitoramento e rastreamento. O custo para a compra do equipamento pode variar entre R$ 750 e R$ 1 mil, com mensalidades a partir de R$ 69. Esse segmento, que pode incluir coberturas avulsas, como furto e colisão por perda total, tem atraído principalmente proprietários de veículos mais antigos e motoristas de aplicativos, como Uber e 99. “Hoje oferecemos um produto diferente, com rastreamento e seguro, algo que outras empresas não trabalham”, afirma o israelense Amit Louzon, presidente da Ituran. “Motoristas de aplicativos não têm muitas oportunidades com as seguradoras, em razão da maior exposição a riscos.”
São crianças e jovens de menos de 23 anos de idade. Boa parte deles, filhos de trabalhadores que perderam o emprego e o convênio médico.
O Jornal Nacional, da TV Globo, relata que um milhão e meio de brasileiros com menos de 23 anos de idade perderam o plano de saúde, desde 2014. Eles não conseguem encontrar uma forma de recuperar o benefício.
Muitos jovens se prepararam para o vestibular. Entre tantos desafios que vão enfrentar no futuro, muitos têm outra preocupação.
“Eu já tive plano de saúde privado”.
“A dermatologista também, que cuidava da minha pele, a gente usava muito, dentista também… Agora é tudo pelo SUS mesmo”.
“Um plano particular, eu acho que é um benefício muito grande”.
“Por enquanto está muito caro. Muito, muito caro. Fora de cogitação”.
Cerca de três milhões de brasileiros perderam o plano de saúde nos últimos quatro anos. Metade são crianças e jovens de menos de 23 anos de idade. Boa parte deles, filhos de trabalhadores que perderam o emprego e o convênio médico.
Como a Érica e o marido, que estão procurando uma alternativa. A Bia tem 7 anos, sofre de asma e precisa de um novo plano. “Pesquisando preços e tudo mais, está fora da realidade”, conta a designer Érica Fernandes Biondo.
Um dos motivos para os aumentos das mensalidades dos planos de saúde é o envelhecimento da população brasileira, segundo as operadoras de planos.
Nos últimos três anos, o número de clientes com mais de 80 anos cresceu 62%. São pacientes que podem dar despesas médicas de até R$ 19 mil, num ano. Mais de 12 vezes o que gastam com uma criança ou um adolescente: R$ 1.500.
Os custos são divididos por todos os beneficiários. Se o número de clientes aumentasse, com uma presença maior de quem dá menos despesa, a conta poderia cair para todo mundo.
“Eu acho que está no momento de a regulação rever, de forma que o jovem seja menos onerado e tenha um valor de mensalidade mais adequado ao seu risco, de forma que ele possa voltar a ter interesse nessa participação”, afirma a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes.
Existe outra razão que afasta as pessoas deste mercado: os planos individuais, que têm os reajustes controlados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), praticamente sumiram do mercado.
“A gente percebe que não há oferta suficiente de planos individuais no mercado. É muito difícil a pessoa encontrar um plano de saúde, e quando ela encontra, o valor inicial do plano acaba sendo muito elevado”, explica Ana Carolina Navarrete, pesquisadora em Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.
Outra opção para os jovens, pode ser os planos de saúde com coparticipação. A mensalidade é menor porque o cliente paga uma parte do que usa, por isso, é vantajoso para quem utiliza menos. Esse tipo de convênio existe desde 1998. No mês de julho, a ANS publicou uma regulamentação para eles e para os planos com franquia. Mas foi questionada pelo Supremo Tribunal Federal e teve que voltar atrás.
“Embora ela tivesse aspectos positivos, ela tinha problemas. São aspectos positivos: o fato de você ter uma regra para limitar o quanto que vai ser cobrado de mensalidade, mais franquia e coparticipação; o problema é que essa regra não tinha sido discutida com a sociedade, ela não foi submetida a uma consulta pública, e várias entidades de defesa do consumidor solicitaram à ANS: abre a consulta pública para discutir esse limite”, explica Carolina.
As novas regras serão discutidas numa audiência pública, marcada para dia 4 de setembro, no Rio de Janeiro.