Por que fazer seguro de vida ainda jovem?

Qual é a sua reação quando uma pessoa de 25 anos fala que tem um seguro de vida. Muitas pessoas pensam “nossa, mas é muito novo para pensar nisso.” Mas, será que é mesmo?

Cai um mito: ninguém nunca é novo o suficiente para se planejar financeiramente. E as estatísticas provam isso. Apenas em 2017 foram pagas mais de 284 mil indenizações por invalidez permanente causada em acidentes de trânsito, segundo dados do Seguro DPVAT. A maioria das vítimas, considerando morte e invalidez, tem idade entre 18 a 34 anos. São jovens que perdem sua capacidade laboral em plena idade ativa.

Outra justificativa, que tem muito a ver com o dado anterior. Na maioria das vezes, um jovem contrata um seguro ‘de vida’, e não ‘de morte’. Digo isso porque, em geral, as coberturas e necessidades de uma pessoa jovem estão voltadas para usar em vida. Não é regra. Para isso, no entanto, é fundamental contar com a análise completa do perfil por um corretor de seguros. Isto foi fundamental para que ele me oferecesse apenas o que eu realmente necessito.

Pessoas mais novas, principalmente sem dependentes financeiros, têm a preocupação de quanto um acidente ou uma doença – seja de forma temporária ou permanente – impactaria a capacidade de gerar renda e também a própria qualidade de vida.

Listei, abaixo, cinco aspectos que farão você refletir sobre porque deve fazer um seguro de vida. E isso não é nada alarmista, é, apenas, vida real:

  1. Se você é daquelas pessoas que, como eu, não imagina como seria sua vida no caso de uma invalidez, seja por doença ou por acidente, pare agora e ligue para um corretor. Este é um dos três riscos que qualquer pessoa deve se preocupar, e existem coberturas que podem ser moldadas às suas necessidades e objetivos: invalidez total ou parcial; por acidente e/ou doença; benefício em forma de renda vitalícia ou montante. Ou seja, você tem todas as formas para se sentir seguro.
  1. Certamente você conhece alguém que teve câncer, infarto ou AVC

Sim, estas são doenças muito comuns no século 21 e não são exclusivas de uma faixa etária ou sexo. Outra estatística: apenas em 2018, o Instituto Nacional do Câncer estima mais de 600 mil novos casos da doença no país. O mercado segurador dispõe de uma cobertura no caso de diagnóstico de várias doenças, permitindo que paciente tenha recursos para, por exemplo, realizar um tratamento alternativo, que não esteja coberto pelo plano de saúde.

  1. Você é mais importante do que os seus bens

Hoje pensamos em seguro para o carro, casa ou até mesmo smartphone. Partimos sempre da premissa que precisamos proteger coisas materiais e esquecemos que nós somos o mais importante do que qualquer bem. Uma prova disso é que, pela primeira vez, a arrecadação de seguro de pessoas ultrapassou o seguro de automóveis. É o início de uma quebra de paradigma.

  1. Se você já ganha ou planeja ganhar mais do que R$ 5.645,80 tenho más notícias

Você não pode contar com a Previdência Social. E isto não vale apenas para as aposentadorias, mas, como também, para auxílio doença. O seguro e a previdência permitem que você se planeje e contrate produtos complementares ou independentes dos valores do INSS, inclusive para uma incapacidade temporária de trabalho.

  1. Pode confessar: você não tem ideia de quanto custa um seguro

Possivelmente uma das razões para não ter contratado é partir de uma premissa que ‘é caro demais’ sem ao menos receber um corretor de seguros. Experiência própria de amigos que contrataram: eles imaginavam que o valor era muito mais alto do que realmente é. As coberturas são adequadas às suas necessidades, tanto de proteção quanto financeiras. Certamente você receberá uma proposta que caberá no seu bolso e personalizada para você.

 

Seguro Auto para Motoristas de Aplicativos

Quais as companhias que esse perfil de motorista tem aceitação?

As companhias que em geral aceitam o cálculo para motoristas de aplicativos são Sulamérica, Porto Seguro, Azul, Liberty, Tokio Marine, Sompo, , Bradesco e Cardif. As companhias Itaú, Allianz e HDI não possuem a opção para esse perfil.

Motorista Uber x Motorista Convencional

Na base de dados da ComparaOnline, foram pesquisados os valores médios para motoristas convencionais e para motoristas de aplicativos na cidade de São Paulo.

O preço médio para motoristas de aplicativos em São Paulo registrou aumento de 34,78%, um pouco acima do aumento nacional, que registrou aumento de 24%.

Observamos que com a curva de aprendizado e maior conhecimento do perfil desse motorista, as seguradoras ajustaram os preços de seguros compreensivos nos últimos 12 meses.

Recusas SP

38,46% das cotações deste ano foram recusadas.

Ou seja, não voltaram preços ou os preços foram inviáveis.

Modelos mais utilizados por motoristas de aplicativos no Brasil

Dentre as marcas de veículos utilizados por motoristas de aplicativos, observamos o seguinte predomínio:

1º Chevrolet

2º Renault

3º Peugeot

4º Volkswagen

E dentre os modelos preferidos pelos motoristas, temos: Prima, Sandero, Logan, Fiesta, Gol e Prisma dentre os mais utilizados.

Abaixo a diferença no preços médios dos seguros dos modelos preferidos pelos motoristas de aplicativo em São Paulo:

Renault Sandero: aumento de 37,20,47% (de R$ 3.584,86 para R$ 4.666,61)

Peugeot 207: aumento de 24,51% (de R$ 3.238,65 para R$ 4.144,37)

Chevrolet Classic: aumento de 28,56% (de R$ 3.454,67 para R$ 4.298,42)

VW Gol: aumento de 37,53% (de R$ 3.447,31 para R$ 4.452,36)

 

Porto Seguro amplia rentabilidade no 3º trimestre de 2018

No terceiro trimestre de 2018, a Porto Seguro ampliou a rentabilidade em relação ao ano anterior e manteve a consistência apresentada nos últimos trimestres, fruto principalmente da disciplina de precificação, que permitiu uma redução significativa na sinistralidade e do foco no aumento da eficiência operacional, que proporcionou o menor índice histórico de despesas administrativas e operacionais. Consequentemente, no acumulado dos nove primeiros meses do ano, o resultado operacional foi 3 vezes maior, superando o impacto da redução da taxa de juros nas aplicações financeiras.

A receita total evoluiu impulsionada pelo crescimento do seguro Auto, Saúde e das Operações de Crédito. Por outro lado, os seguros Patrimoniais e de Vida obtiveram menor desempenho de vendas, principalmente devido a uma maior competitividade no período.

O Índice Combinado melhorou 4,6 p.p., decorrente da redução da sinistralidade e de despesas administrativas e operacionais. Os ajustes tarifários iniciados no final de 2016, aliados ao aprimoramento dos modelos de subscrição e a redução nas frequências de riscos levaram a uma queda de 5,3 p.p. na sinistralidade do seguro auto. Além disso, os esforços para ajustar processos e intensificar o uso da tecnologia aumentaram a produtividade, resultando em uma diminuição de 2,1 p.p. no índice D.A + D.O do trimestre (vs. 3T17) e de 1,3 p.p. no acumulado do ano (vs. 9M17).

Nos negócios financeiros, as operações de crédito apresentaram forte crescimento (+25%), com a inadimplência permanecendo abaixo da média de mercado e intensificando a lucratividade do produto. Já no segmento de serviços, a operação da Conecta está sendo encerrada, através do acordo de transferência da carteira de clientes para a operadora TIM, dando continuidade a estratégia de focar em negócios que alcancem diferenciais competitivos.

O resultado das aplicações financeiras (ex-previdência) reduziu no trimestre em função da queda do CDI médio (-30% vs. 3T17). Contudo, a companhia alcançou um bom resultado relativo, superando o benchmark (128% do CDI), em virtude do desempenho dos títulos com juros indexados a inflação e prefixados.

Excluindo-se os efeitos não recorrentes da venda da participação do IRB (Brasil Resseguros S.A.) no 3º trimestre de 2017, o lucro líquido aumentou 23% no trimestre e 31% no ano, atingindo R$ 318 milhões e R$ 931 milhões respectivamente. O ROAE alcançou 18,9% no 3T18 e 18,0% no 9M18. A rentabilidade dos negócios da Empresa com capital ajustado (sem excesso) e considerando o retorno de investimentos de 100% do CDI seria de 27,7% no 3T18 e de 24,6% no acumulado do ano.

Principais destaques
Receita Total: R$ 4,5 bilhões (+3%)
Prêmios Auferidos: R$ 3,8 bilhões (+3%)
Receita Demais Negócios: R$ 595 milhões (+10%)
Resultado Financeiro: R$ 225 milhões (-18%) *
Índice Combinado: 91,7% (-4,6 p.p.)
Lucro Líquido: R$ 318 milhões (+23%) *
*Excluindo efeitos não recorrentes da venda da participação do IRB (Brasil Resseguros S.A.) no 3º trimestre de 2017.

 

Mercado de seguros está mais otimista

A última edição do Índice de Confiança do Setor de Seguros, realizado pela Fenacor, mostrou o mercado de seguros mais otimista em relação ao desempenho econômico do País, à rentabilidade e ao faturamento do setor. O estudo ouve corretores de seguros, seguradoras e resseguradoras.

De acordo com o levantamento, 62% dos corretores acreditam que a economia ficará melhor ou muito melhor no primeiro semestre de 2019, enquanto outros 8% temem um quadro pior ou muito pior e outros 30% acreditam que não haverá mudanças.

Em relação ao faturamento do mercado, 54% dos profissionais acham que será melhor, 38% acreditam na estabilidade e outros 4% veem um desempenho pior. Já sobre a rentabilidade do setor, 54% acreditam em um cenário melhor ou muito melhor, enquanto 42% veem uma estabilidade e 4% temem o pior.

Os seguradores por sua vez, acreditam que a rentabilidade do mercado permanecerá estável, com 72%, e 18% apostam no crescimento para o próximo semestre. Quanto ao faturamento do setor, eles são mais otimistas, com 97% acreditando em um cenário melhor, muito melhor ou igual.

O índice que mede a confiança das seguradoras (ICES) avançou 26%, atingindo pouco mais de 115 pontos. De acordo com o responsável pela pesquisa, Francisco Galiza, o levantamento mostra que o setor reagiu bem ao resultado eleitoral. “Esse é o maior percentual apurado desde abril”, acrescenta.

 

Seguradora lista principais motivos de roubo e furto de motocicletas

Mais de 25 milhões de motos rodam sem seguro no País, entenda os principais motivos que impedem a redução desse número

São Paulo –De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), há cerca de 26 milhões de motocicletas rodando pelo Brasil. Deste total, segundo estimativas da Suhai Seguradora, só 2%, algo em torno de 520 mil motos, rodam com algum tipo de seguro em todo o país. Só em São Paulo, de acordo com o Detran-SP, são quase sete milhões rodando em todo o Estado.

“Nossas pesquisas indicam que a maior preocupação dos proprietários de veículos é com roubo e furto, já que não é possível ter controle sobre esse risco. No caso dos motociclistas, especialmente os que usam o veículo para trabalhar, essa preocupação é ainda maior. “A Suhai possui hoje, com certeza, uma das maiores carteiras de motos seguradas do País”, explica Robson Tricarico, diretor Comercial da Suhai Seguradora.

Os clientes da Suhai Seguradora contam com uma série de serviços adicionais como: chaveiro, reboque para a oficina mais próxima do local em caso de pane mecânica, troca de pneus e transporte domiciliar. “Mas, além de oferecermos essas vantagens aos nossos clientes, a maior preocupação da Suhai é garantir o bem-estar e a segurança do cliente que teve seu bem roubado ou furtado. Assim que somos acionados, prestamos todo auxilio necessário para que o cliente se sinta acolhido e cuidado em um momento tão delicado como esse”, conclui Tricarico. De acordo com números da Suhai, mais de 100 motos são roubadas por dia só no estado de São Paulo.

A Suhai elenca os principais motivos que tornam as motocicletas as mais roubadas ou furtadas, o que dificulta a aceitação da categoria pelas seguradoras tradicionais.

– As motos usadas por motoboys e entregadores que têm esses veículos para fins profissionais, estão mais expostas aos riscos. Por isso, esses veículos exigem ainda mais cuidado. Se forem roubados ou furtados, por exemplo, o impacto recai diretamente na renda desses motofretistas. Dentro deste cenário, os modelos city e street equipados com motores de 125 cm³, 150/160 cm³ são os mais visados.

– As motos que lideram o ranking de vendas também encontram dificuldades para ser seguradas. Pois as mais vendidas geram demanda maior por peças de reposição que, em algumas situações, acaba estimulando o roubo e furto desses modelos para abastecimento do mercado ilegal.

– Já os modelos esportivos de alta cilindrada são visados para serem usados em outros assaltos em função das altas velocidades que atingem e por serem mais ágeis em caso de fuga. Esses modelos também têm bons valores de revenda, especialmente em regiões de fronteira.

Serviço:

A primeira atitude que o motociclista deve tomar ao ser furtado ou roubado é entrar em contato com a central de sinistro da sua seguradora para comunicar o evento e logo em seguida acionar a polícia pelo 190 e preencher um boletim de ocorrência (BO). O registro pode ser feito pela internet, no site da delegacia eletrônica, que pode mudar de endereço de acordo com o estado onde ocorreu o sinistro. Esse documento é fundamental para seja dada entrada no pedido de indenização junto à seguradora. Nessas horas, toda informação é valiosa.

Lembre-se de detalhes como o horário em que estacionou o veículo; presença de possíveis testemunhas; placa; modelo; cor; adesivo que caracterize a moto.

 

07 de Novembro – Dia do Radialista

Na verdade, em 21 de setembro também se comemora o Dia do Radialista.

Isso acontece porque o dia já era comemorado em setembro até que a lei nº 11.327, de 27 de julho de 2006, instituiu a nova data.

Esta data homenageia o profissional responsável em apresentar os programas e informativos radiofônicos, que entretêm os ouvintes com suas características vozes marcantes.

Origem do Dia do Radialista

A data oficial para a comemoração do Dia do Radialista é uma homenagem ao compositor, músico e radialista Ary Barroso, que nasceu em 7 de novembro de 1903.

No entanto, popularmente os radialistas ainda celebram o dia 21 de setembro, que se refere a data da criação da lei que fixava o salário base para estes profissionais, em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas.

Os radialistas ainda comemoram o Dia Mundial do Rádio, celebrado internacionalmente em 13 de fevereiro.

 

Porto aposta em seguro segmentado e tecnologia para atrair mais clientes

O DCI completa que a aposta em novas tecnologias e produtos segmentados tem trazido maior eficiência para a Porto Seguro. A depender do andamento das reformas necessárias no governo, a expectativa da seguradora é de um crescimento mais significativo nos prêmios em 2019.

O resultado operacional da Porto Seguro no terceiro trimestre, por exemplo, atingiu os R$ 312,8 milhões, um aumento de 89,8% em relação a iguais três meses do ano passado (R$ 164,8 milhões).

No acumulado dos nove meses do ano, esse resultado soma R$ 895,6 milhões, alta de 213,3% na comparação com igual intervalo de 2017, quando era R$ 258,9 milhões.

De acordo com o diretor geral da Porto Seguro, Marcelo Barroso Picanço, além de ter conseguido fechar o ciclo de reajuste de preços nos seguros automóveis, a empresa também começa a atuar mais fortemente em produtos diferentes, que sejam mais simples e específicos.

‘Além de começarmos uma trajetória de recomposição no auto, também começamos a atuar com as necessidades dos clientes de um jeito mais segmentado como um passo inicial ‘, explicou.

Bastante impactados pela crise (que reduziu a venda de automóveis novos e, consequentemente, a contratação de produtos) e pelo reajuste de preços, as apólices de automóveis – o carro chefe da seguradora, com 65,1% dos prêmios – atingiu, neste trimestre, o maior patamar na frota segurada em mais de um ano.

‘Alcançamos 5,4 milhões nesse último trimestre. A recuperação ainda é modesta, mas a tendência é de que consigamos melhores resultados daqui para frente’, completa.

Os prêmios auferidos nos seguros automóveis (+3,4% em relação ao terceiro trimestre de 2017, para R$ 2,524 bilhões) vieram, principalmente da Azul (+15,4%, para R$ 769,8 milhões) e Itaú (+10,6%, para R$ 654,4 milhões). O segmento premium, por sua vez, caiu 7% na mesma relação, de R$ 1,182 bilhão para R$ 1,099 bilhão.

Em seguida, vieram as operações de crédito e financiamento, que avançaram 25,1% na mesma relação, de R$ 265,8 milhões para R$ 332,5 milhões.

Por fim, o seguro saúde teve alta de 18,8%, de R$ 291,8 milhões para R$ 346,8 milhões.

Da outra ponta, porém, enquanto a captação bruta da previdência teve aumento de apenas 1,8% (para RS 190,1 milhões) e os prêmios dos seguros patrimoniais subiram somente 1,2% (para R$ 373,5 milhões), o seguro de pessoas (conhecido como Vida Risco) registrou uma retração de 12,1% na mesma comparação, de R$ 213,7 milhões para um total de R$ 187,8 milhões.

‘Em termos de resultado de margem, os produtos estão bem encaixados e, apesar de nossa prioridade ser crescimento, nós não ficamos imunes à crise’, afirma Picanço.

Ele reforça, também, que temas como a pouca penetração de seguros na cultura brasileira, a falta de informação de seguros para o consumidor e a renda familiar ainda baixa também colaboram para limitar os avanços da seguradora.

‘Acreditamos que agora, com uma agenda um pouco mais vigorosa da economia e o endereçamento de reformas, principalmente a da Previdência, teremos espaço para crescer não apenas em prêmios, mas até mesmo em market share’, avalia o executivo.

Para ele, mesmo que a reforma previdenciária não tenha resultados logo no curto prazo, apenas a discussão sobre o assunto já ‘desperta’ a curiosidade e a busca das pessoas por alternativas à aposentadoria.

‘Não precisamos esperar nem que avance a votação da reforma da Previdência para percebermos as pessoas se interessarem e começarem a buscar informações’, comenta Picanço, reiterando que, mesmo assim, no entanto, o crescimento mais robusto e firme deve vir apenas com o andamento da economia.

Resultados financeiros

A receita total da seguradora atingiu os R$ 4,5 bilhões no terceiro trimestre deste ano, aumento de 2,3% em relação a igual período de 2017, quando marcava os R$ 4,4 bilhões.

A sinistralidade média da Porto Seguro, por sua vez, demonstrou um recuo de 3,9 pontos percentuais na mesma base de comparação, saindo de 54,4% para 50,5%.

Já os resultados financeiros, por sua vez, registraram queda de 52,6% em igual relação, de R$ 473,6 milhões para um total de R$ 224,5 milhões.

Segundo Picanço, apesar de os indicadores da economia se mostrarem melhores, a tendência é que a taxa básica de juros (Selic) – cuja queda foi em grande parte responsável pelo recuo dos resultados financeiros – continue baixa.

‘Assim, esse resultado deve continuar no mesmo patamar, dependendo também de como andar o mercado de ações e o andamento das reformas. De qualquer jeito, a expectativa é que 2019 seja um ano mais crítico e que o melhor direcionamento dos resultados venha só a partir de 2020’, conclui.

 

A missão nobre (e humana) dos corretores

Como jornalista, entendo perfeitamente o impacto da tecnologia no mercado de trabalho. Das máquinas de escrever aos computadores e à internet, a revolução digital reinventou o modo de produzir notícia, trouxe novos concorrentes (ou aliados?), como blogueiros, rede sociais, sites independentes etc., eliminou vagas nas empresas de comunicação. Os desafios não foram poucos, mas a profissão resistiu. Segue em frente. Em tempos de fake news, tornou-se ainda mais necessária.

Mas não é sobre jornalismo que pretendo falar. A introdução desse artigo só se faz necessária para dizer que as profissões menos ameaçadas diante do avanço tecnológico justamente são aquelas em que a habilidade humana é (e sempre será) imprescindível. Os corretores de seguros estão incluídos nesse grupo. Se alguém previu lá atrás que a profissão de corretor iria ser engolida pelas novas tecnologias, errou feio. Se hoje ainda existe essa desconfiança, a razão pela qual não se precisa temer é simples: máquinas não são capazes de substituir emoções humanas, por mais desenvolvidas e inteligentes que sejam.

Seguros protegem o que os consumidores têm de mais valioso – levar essa proteção para os lares e empresas brasileiras é uma missão nobre, criativa, sensível, ou seja, humana. Corretores não são meros vendedores de seguros. Além do produto, o profissional é responsável por oferecer diretrizes para a vida da pessoa, compartilhar experiências, ajudar a educar financeiramente e a garantir o cumprimento dos direitos dos clientes, tornar simples e acessível o que parece complexo à primeira vista. As funções consultivas sempre estiveram atreladas à carreira do corretor, mas com a chegada da tecnologia, tornaram-se o principal diferencial dessa profissão.

Não faltam levantamentos que confirmam a importância do corretor para o setor de seguros e sociedade. Segundo o estudo “A Intermediação do Seguro no Brasil e os novos canais de venda”, do Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), em plena revolução digital, o profissional continua exercendo mais influência na decisão de compra do que aplicativos e sites de cotação de seguros. Por mais que a internet seja hoje a principal porta de entrada do consumidor para cotação e comparação de preços das apólices, o cliente prefere não fechar negócio de seguro por meio digital. Ou seja, é um erro dizer que a inovação tecnológica é inimiga do corretor. Pelo contrário, é uma grande aliada.

O consumidor hoje tende a trocar de marcas, de empresas, mas não de corretor de seguros, cuja relação ainda é de fidelidade e de longevidade. Mas isso também não é regra absoluta. O ponto-chave para se alcançar esse patamar tem nome e sobrenome: atualização constante. Na era digital, em que as informações são abundantes, um novo tipo de consumidor surgiu, mais empoderado e dono de si. Ser assertivo no atendimento às suas demandas requer acima de tudo qualificação.

Numa analogia à teoria da seleção natural de Charles Darwin, na qual quem sobrevive é o mais forte e rápido, no setor de seguros, é quem se adapta melhor às novas tecnologias e se qualifica. Nesse contexto, é bom ficar atento: o corretor não é responsável pelas transformações tecnológicas que acontecem, mas é responsável pela forma como vai reagir às mudanças.

A qualificação é a porta de entrada dos corretores de seguros para um mundo de possibilidades profissionais. Estudar, se atualizar e lapidar competências em diferentes áreas (gestão, vendas, empresarial etc.) é o caminho para o profissional que deseja ser multifacetado e atender de maneira mais eficiente às necessidades dos segurados. Corretores capacitados e atualizados têm mais chances de desempenhar com maestria a função que lhe cabe: ser agente do bem estar social.

O mercado oferece muitas oportunidades de qualificação. Os cursos da Escola Nacional de Seguros (ENS), única instituição no Brasil autorizada a ministrar aulas para formação de corretores de seguros, é um bom exemplo. Os corretores já pararam para pensar sobre o luxo de poder contar com uma escola especializada e direcionada para a sua área de atuação? Eu diria que poucas profissões no país dispõem de algo assim.

Além do curso de formação de corretores, a ENS disponibiliza mestrado, MBA, workshops, cursos de extensão, graduação, pós-graduação em diversos segmentos de seguros. Há opções presenciais e a distância. É da ENS, por exemplo, o primeiro MBA em EaD do mercado de seguros brasileiro. Como disse, é um luxo – e uma baita oportunidade para alçar novos voos na carreira.

Sebrae, ESPM e Fundação Getulio Vargas também oferecem conteúdos valiosos aos corretores de seguros. Pelo site dessas instituições, há opções on-line de cursos gratuitos de gestão, técnicas de vendas, administração estratégica, liderança, entre outros. Um prato cheio para corretoras que querem engajar e capacitar suas equipes.

Por fim, fazer parte de um setor que representa cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro é de uma responsabilidade enorme. O país reúne hoje aproximadamente 95 mil corretores de seguros, dos quais 60 mil são pessoas físicas e 35 mil jurídicas. Esses profissionais respondem por 85% das vendas do mercado, o que contribui para valorizar a imagem do setor e torná-lo cada vez mais conhecido pela sociedade. Na linha de frente das vendas, os corretores são peças-chave nos resultados, que crescem a cada ano, a despeito da crise econômica. Manter-se relevante é fundamental não apenas para a categoria, mas para o setor de seguros como um todo. Qualifique-se, corretor! Vale muito a pena!

 

Cresce a procura por seguros que cobrem diagnóstico de câncer

Prêmio total nos seguros de doenças graves ou terminais em 2017 cresceu quase 10% sobre 2016 e a tendência continua sendo de alta. Entenda o produto

A analista contábil Rosângela Albernaz, 50 anos, sempre foi precavida. Além de ter seguro para o carro e o imóvel, também contratou um seguro de vida através da empresa em que trabalha. Mas, quando o corretor ofereceu uma segunda apólice de proteção pessoal, ela hesitou.
“Eu disse para ele que eu já tinha o seguro da empresa e, por isso, não fazia sentido contratar uma nova proteção”, conta. “Ele me explicou que a nova apólice era diferente, era um seguro contra câncer, que não cobria só morte, mas vida também.” Pensando na filha de cinco anos, ela contratou o serviço.

Um ano e dois meses depois, veio o diagnóstico: câncer na tireóide. “Fiz a biópsia e deu tumor malígno. Foi surpresa até para o médico. Decidimos fazer a cirurgia para retirar o tumor, que já estava se espalhando para o meu tórax”, diz. Ela tinha plano de saúde, mas que não cobria o serviço. Foi quando ela se lembrou da proteção extra que tinha contratado.
“Dei entrada nos papéis e recebi a indenização em dez dias. A cirurgia deu certo, mas ainda estou em tratamento, seguindo o protocolo de acompanhamento de cinco anos. Paguei o cirurgião sem precisar de empréstimo ou outro tipo de ajuda. Foi um alívio, já que meu marido estava desempregado. Também paguei a dívida da escola da minha filha. Ajudou no nosso sustento. Veio no momento que eu precisava. É um dinheiro que eu não contava.”

Assim como Rosângela, cada vez mais pessoas contratam seguros que cobrem o diagnóstico de câncer e outras doenças graves no Brasil. Segundo a Susep (Superintendência de Seguros Privados, órgão regulador do setor), o prêmio total nos seguros de doenças graves ou terminais em 2017 foi de 765,8 milhões de reais —crescimento de 9,66% sobre 2016. De janeiro a agosto deste ano, o valor já era de 571,9 milhões de reais, alta de 12,5% sobre o mesmo período do ano passado.
“É uma tendência que veio para ficar. O crescimento é alto, mas a penetração desse produto no Brasil ainda é baixa”, diz Luciano Snel, vice-presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida) e presidente da Icatu Seguros. Os seguros de doenças graves ou terminais representam pouco mais de 2% do mercado total de seguros de pessoas no país (24,8 bilhões de reais até agosto). “O aumento da expectativa de vida tem colaborado bastante. As pessoas estão vivendo mais e todo mundo está sujeito a uma doença inesperada.”
As seguradoras brasileiras lançaram esse tipo de seguro há 18 anos, mas, segundo o vice-presidente da FenaPrevi, “o produto ainda leva um tempo para ganhar popularidade. Demora para os clientes entenderem do que se trata”. O aumento no número de casos de câncer no Brasil, seguindo uma tendência mundial, deve ajudar a tornar o produto mais popular com o tempo.
Um estudo da Agência para a Pesquisa do Câncer, entidade ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado em setembro, mostrou que 18,1 milhões de novos casos de câncer serão registrados em 2018 no mundo, com um total de 9,6 milhões de mortes. Se nada for feito, segundo o órgão, as incidências vão atingir 29,4 milhões de novos casos em 2040 —crescimento de 63% nos próximos 20 anos. Já a mortalidade deve subir para 16,3 milhões até lá.
Ainda de acordo com o estudo, serão os países emergentes que mais terão aumento de casos de câncer, com um avanço expressivo de 62% até 2040 e um total de 10 milhões de novos diagnósticos da doença. O Brasil deve registrar ao todo 559 mil novos casos de câncer em 2018, com 243 mil mortes. Até 2040, a entidade estima que a doença pode sofrer um aumento de 78,5% no país, um dos maiores saltos entre as principais economias do mundo. Isso significa que 998 mil novos diagnósticos de câncer serão registrados por aqui no período.
Como funcionam os seguros contra câncer?

Diversas seguradoras oferecem proteção contra câncer e outras doenças graves. As características específicas dos produtos variam de seguradora para seguradora, mas, no geral, são seguros de vida que proporcionam uma indenização mediante diagnóstico da doença, que equivale a um percentual do prêmio contratado em caso de morte. O uso da indenização por doença grave não anula a validade do seguro de vida —ou seja, se ocorrer a morte do segurado durante a vigência do contrato, mesmo que a indenização por doença já tenha sido paga, os beneficiários receberão uma nova indenização.
Em comum, os produtos de todas as seguradoras preveem que o segurado não esteja previamente diagnosticado com a doença antes da contratação do seguro. É o próprio segurado que atesta isso ao adquirir o serviço e as seguradoras só vão investigar a veracidade da informação prestada em caso de abertura de sinistro. Também é comum que as seguradoras estabeleçam um período de carência para a solicitação de indenizações, que varia de empresa para empresa —a prática é idêntica a dos planos de saúde.
A Bradesco Seguros oferece dois tipos de proteção para o diagnóstico de câncer: o Vida Máxima Mulher, que é direcionado ao público feminino e prevê indenização em caso de diagnóstico de câncer de mama ou ginecológico, e o Vida VIP, que pode ser contratado por qualquer pessoa e prevê indenização em caso de diagnóstico de câncer de qualquer tipo, AVC (Acidente Vascular Cerebral) e infarto.
“No mercado internacional, a cobertura de doenças graves não é mais tendência. Já é consagrada. Aqui no Brasil, tem ganhado relevância nos últimos três anos”, diz Claudio Leão, diretor da Bradesco Vida e Previdência. No seguro exclusivo para mulheres, a cobertura mínima é de 30 mil reais e máxima de 900 mil reais. Já no VIP, vai de 500 mil a 5 milhões. Os preços variam de acordo com o tamanho da cobertura e a idade do segurado. A Bradesco Seguros detém 19% do mercado de seguros de pessoas no país. A indenização em caso de diagnóstico da doença é sempre de 10% do valor da cobertura, em ambos os produtos.
“Esses dois produtos existem há pelo menos 10 anos, mas ainda têm uma representatividade baixa dentro da nossa carteira de seguros de pessoas, apesar de estar crescendo ano após ano”, diz Leão. Em 2018, o prêmio dos seguros Vida Máxima Mulher e Vida VIP somou 7 milhões de reais. O volume total de prêmio em seguros de pessoas na empresa é de 4,75 bilhões de reais.
Segundo Leão, a Bradesco deve lançar no início de 2019 uma nova modalidade de seguros de pessoas com foco em doenças graves. “Hoje, os seguros que temos que cobrem câncer, por exemplo, são contratados por ‘pacotes’. No ano que vem, o segurado vai poder escolher exatamente quais os serviços que estarão incluídos em sua cobertura. Nos espelhamos no modelo do mercado inglês, já que o Reino Unido tem uma estrutura de seguros bastante desenvolvida.”
O executivo aposta nos planos corporativos para tornar os produtos mais populares. “Os planos corporativos são os principais interessados na proteção para câncer hoje em dia e isso deve continuar. As empresas buscam agregar valor aos seus times.”
Na Porto Seguro, todos os seguros de vida individuais podem ter cobertura para qualquer tipo de câncer, se o cliente contratar esse serviço. Além disso, a seguradora tem um produto específico que batiza de Vida Mais Mulher, que também cobre qualquer câncer, mas tem esse nome para chamar a atenção das mulheres para o câncer de mama.
Quando o segurado recebe o diagnóstico, independentemente do nível da doença, recebe a indenização e pode usar o dinheiro para o que quiser. Pode usar, por exemplo, para complementar o tratamento coberto pelo plano de saúde, contratar enfermeira, melhorar a infraestrutura em casa ou viajar. A indenização em caso de diagnóstico de câncer equivale a 50% da indenização contratada para caso de morte.
Em média, o seguro custa 150 reais por mês para uma mulher de 40 anos, para um valor de cobertura de 200 mil reais. Ou seja, se tiver câncer, a segurada recebe 100 mil reais. Em caso de óbito, seu beneficiário recebe mais 200 mil reais.
“Há uma crescente conscientização entre as mulheres sobre a importância de se proteger contra o câncer. Há dois momentos do ano em que vemos a procura pelo nosso seguro aumentar muito: No Dia da Mulher, em março, e no Outubro Rosa”, diz Fernanda Pasquarelli, Diretora da Porto Seguro Vida, Previdência e Investimentos.
Nos últimos 3 anos, as contratações do produto Vida Mais Mulher Porto Seguro vêm crescendo a uma média de 27% em número de clientes. Em outubro, por causa da Campanha Outubro Rosa, as contratações chegam a aumentar 40% em relação ao mês anterior.
“O mercado de vida como um todo têm crescido bastante. Por causa do envelhecimento da população, as doenças têm crescido. Uma em cada três pessoas vai ter uma doença grave na vida. Precisamos comprar uma proteção para isso. É inerente ao aspecto demográfico. A população vive mais e sofre mais de doenças do envelhecimento. As mulheres têm filhos mais tarde e precisam proteger sua renda e a renda de seus filhos, que ainda vão ser muito novos quando elas envelhecerem. Uma mulher que engravida aos 40 anos terá 70 anos quando seu filho tiver 30 anos e estiver recém começando a construir patrimônio”, diz Fernanda.
Outra seguradora que também viu o interesse pela proteção contra câncer aumentar foi a Tokio Marine. Até meados de 2017, a empresa só vendia esse tipo de cobertura em planos corporativos, mas passou a oferecê-lo a pessoas físicas avulsas no ano passado. “Tínhamos a expectativa de vender 4 milhões de reais, e fechamos 2017 com 7 milhões de reais. Este ano, queremos chegar a 15 milhões de reais. E em 2020, em 50 milhões de reais”, diz Marcos Kobayashi, Superintendente Comercial Nacional Vida da Tokio Marine. A seguradora pretende chegar em 2020 com 60 mil segurados.
“Todo esse crescimento é fruto da conscientização da população. Além disso, o medo de ter câncer impulsiona as vendas. Todo mundo conhece alguém que já teve a doença. Falamos muito sobre isso”, completa o executivo. Na Tokio Marine, a indenização em caso de diagnóstico de câncer equivale a 50% da cobertura contratada para o caso de morte, limitada a 200 mil reais para o diagnóstico.
A Caixa Seguros também possui um produto específico para as mulheres, o Vida Mulher, que cobre diagnóstico maligno de câncer de mama, ovário e útero, além da cobertura básica de morte. A indenização é de 50% do valor da cobertura básica de morte, limitada a 50 mil reais, independentemente do grau da doença.
Uma particularidade do seguro da Caixa é que, quando a segurada recebe a indenização, pode ficar dois anos sem pagar o prêmio, mas continua coberta para morte. “Focamos no produto feminino, mas temos produtos para outros cânceres. E, ano que vem, teremos seguro para todos os tipos de câncer”, diz Castelano Santos, gerente de seguros de vida da Caixa Seguros. Segundo ele, as contratações do Vida Mulher cresceram cerca de 20% de 2017 até agora.
Vale a pena contratar um seguro contra câncer?

Especialistas consultados pelo site EXAME são categóricos ao afirmar que já passou da hora de as pessoas pensarem no seguro de vida como um item básico do planejamento financeiro. Se a cobertura também abranger o diagnóstico de câncer e outras doenças graves, melhor ainda, já que a população está cada vez mais velha e a probabilidade de você ter um problema de saúde no futuro é cada vez maior.
Um dos mitos que mais afastam o interesse pelo produto costuma ser o preço. Muitas pessoas não veem problema em gastar 2 mil reais no seguro de um automóvel por ano, mas não gastam 10% desse valor em uma proteção para si próprio e para sua família. “As pessoas estimam que preço de seguro de vida é três a quatro vezes maior do que realmente é”, afirma Snel, da FenaPrevi.
Já quando decidem contratar um seguro, a maior dificuldade das pessoas é com a escolha do tamanho da cobertura. Não existe uma fórmula para fazer essa conta. Comece calculando todos os gastos que você tem na vida e quanto eles custam por mês, para manter todas as pessoas que dependem de você financeiramente. Lembre-se de que, no caso do seguro para câncer, a indenização pelo diagnóstico não é de 100% do valor da cobertura, então isso deve ser levado em consideração na hora da escolha.
Em seguida, estime por quanto tempo sua família precisaria desse dinheiro para se manter sem você, até se reestruturar. Se não tem tanto dinheiro assim para bancar um seguro com uma indenização tão alta, invista em um produto que pague, pelo menos, um ano de despesas. Lembre-se de incluir na conta sua renda investida em aplicações financeiras, se tiver, e suas dívidas que ficarão para a sua família pagar. Se achar muito difícil fazer essa conta sozinho, o corretor de seguros ou um planejador financeiro podem ajudar.
Faça uma revisão a cada cinco anos para entender se a cobertura contratada continua adequada para a sua necessidade. O tamanho da indenização que você precisa pode aumentar ou diminuir com o tempo, conforme o que acontecer na sua vida. Quando os seus filhos se tornarem independentes financeiramente, por exemplo, você poderá pagar um seguro mais barato, com uma indenização menor.
Que cuidados é preciso ter ao contratar um seguro?

É importante que você saiba exatamente que pacote de coberturas está contratando, pois eles podem ser muito diferentes um do outro. Converse com um corretor de seguros, alguém que possa auxiliar você a entender o que precisa. O corretor de seguros apresentará a você produtos de diferentes seguradoras.
Essa pesquisa de mercado é essencial para comparar preços e coberturas. No contrato, observe as exclusões, que são todos aqueles riscos que não serão cobertos pelo seguro que você escolheu. Algumas apólices possuem carência, um período em que não se pode usar o seguro, mesmo estando em dia com o pagamento.
Ao preencher o documento com todas as informações sobre a sua condição de saúde, seja o mais sincero possível, mesmo que corra o risco do seu seguro ficar mais caro. Em caso de má-fé, a seguradora pode recusar o pagamento da indenização.

Fonte: CQCS.

 

É necessário perícia atuarial para aferir abusividade em reajuste de plano de saúde

A Justiça não tem como aferir a abusividade do aumento das mensalidades de um plano de saúde se os autos do processo não trazem qualquer documento que permita observar a evolução dos reajustes. Ou seja, sem perícia atuarial, não há elementos seguros que embasem a manifestação judicial.

Com esse entendimento, a 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul desconstituiu, de ofício, sentença que deu parcial procedência a uma ação revisional de contrato movida contra a Unimed. Sem documentos que permitisse a verificação dos reajustes anuais aplicados, para aferir se deixaram ou não de observar os índices estabelecidos pela ANS, os desembargadores nem analisaram o mérito dos apelos, para evitar a possibilidade de prejuízo às partes.

Com a decisão do colegiado, que foi unânime, os autos retornaram ao juízo de origem para a realização de perícia atuarial e produção de nova sentença. O acórdão foi lavrado na sessão de 29 de agosto.

Beneficiário de contrato familiar-individual desde 1994, o autor reclamou de que a Unimed da sua região vinha reajustando as mensalidades em índices superiores aos previstos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e em decorrência de alteração da faixa etária. O autor tem 74 anos. Na inicial, pediu a declaração de nulidade dos reajustes aplicados a partir de 2008, bem como a restituição de valores pagos a maior.

A 3ª Vara Cível da Comarca de Ijuí reconheceu e declarou a ilegalidade do aumento das mensalidades do plano de saúde, nos percentuais mencionados na peça inicial. Por isso, limitou os reajustes aos percentuais decididos pela ANS no período, determinando a devolução dos valores pagos em excesso, a partir de março de 2014.

Para o juiz Nasser Hatem, o reajuste que ultrapassar o percentual quantitativo estabelecido pela ANS deve ser considerado abusivo. Ainda mais quando se leva em conta as disposições do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90) e, principalmente, o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03). O entendimento, segundo ele, está pacificado na Súmula 20 das Turmas Recursais.

‘‘Diante da ilegalidade do reajuste aplicado à mensalidade da [parte] autora, pois contrário ao art. 15, § 3º, do Estatuto do Idoso, e ao art. 51, inciso IV, X e XV, e §1º, do CDC, a medida mais adequada a ser aplicada é o reconhecimento de nulidade da cláusula contratual debatida, bem como a condenação da devolução do valor pago a maior, respeitada a prescrição trienal’’, afirmou na sentença.

Impossibilidade de aferição

O relator das apelações na 5ª Câmara Cível do TJ-RS, desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto, discordou da solução jurídica. Primeiro, citou o Recurso Especial 1.568.244/RJ, submetido ao regime dos recursos repetitivos no Superior Tribunal de Justiça. Segundo essa jurisprudência, disse o julgador, o reajuste de plano de saúde por mudança de faixa etária é válido, desde que: seja previsto no contrato; observe as normas expedidas pelos órgãos reguladores; e não aplique percentuais desarrazoados ou aleatórios que, concretamente e sem base atuarial idônea, onerem excessivamente o consumidor ou discriminem o idoso.

‘‘Entretanto, no caso, não há como aferir os percentuais de aumentos efetivamente aplicados na mensalidade, tanto em relação aos reajustes anuais quanto ao reajuste etário, uma vez que inexiste nos autos qualquer documento que possibilite observar quais foram os reajustes efetuados. Ressalta-se que o contrato acostado ao feito prevê tão somente as faixas de aumento, sem prever os percentuais de aumento para o caso de reenquadramento etário.’’

Para o relator, a falta desses documentos e informações impede a análise de eventual abusividade dos aumentos. Assim, ‘‘somente a prova técnica poderá esclarecer se estes foram aplicados em percentuais desarrazoados ou aleatórios, bem como se eram necessários para manter o equilíbrio contratual.’’

Fonte: CQCS